Podemos criar filhos melhores para o mundo

Mosaico Gurizada artigo

Da esquerda para direita: Benjamin, Lia e Luiza, Maya; Tito e Maite, Camilo e Luiza; Bebel, Clarice e Paulo. Essa é parte da Gurizada.

No Fora do Eixo temos frentes de trabalho para discutir temas específicos – a Universidade discute a formação livre, o Banco, a nova economia, o Palco, o teatro e as artes cênicas – e todas foram surgindo em cima da demanda criada pelo assunto. Por conta das crianças, filhas de membros da rede, unido a discussão sobre a educação, surgiu o Gurizada – frente que vem discutindo dentro da Universidade Livre Fora do Eixo, parto humanizado, homeschooling, desescolarização, metodologias como Montessori, por exemplo. Tendo todos passado pela escola e sabendo a metodologia empregada no ensino infantil, pensamos que seria importante entender outras formas de ensino que estivessem mais em consonância com os princípios e propostas que vivemos.

Em novembro de 2012 nasceu Benjamin. Ele foi morador da Casa Fora do Eixo São Paulo e teve sua gestação e parto acompanhados pelos moradores (ele nasceu numa casa de parto, não na Casa Fora do Eixo). Desde o começo, fomos compartilhando as coisas que aconteciam – enjoos, hormônios e suas alterações, ultrassom, consultas, troca de médico, artigos sobre alimentação, etc, trazendo todos para participar ativamente da gestação. A escolha do nome foi um processo coletivo – antes de saber o sexo, listamos nomes e depois de saber, escolhemos o que mais agradou a todos.

A intenção foi sistematizar todo o processo, pensando em um nascimento humanizado – por isso a casa de parto – e uma criação livre e coletiva. E as informações coletadas desde o começo pensando em poder auxiliar outras pessoas.

Junto com Benjamin, o Fora do Eixo tem outras 14 crianças*, algumas já morando em casas coletivas. A média de idade é 6 anos, das quais 9 frequentam escola (contando apenas as que estão em idade escolar) e as mães entraram na rede depois que elas já haviam nascido. E essas crianças estão em constante formação através da vivência que tem nos coletivos.

E mesmo sendo um bebe ainda, o processo de formação dele também era pensado – como podemos torná-lo protagonista da sua formação? Como podemos ajudá-lo a pautar seus interesses e fontes de estímulo, ao invés de simplesmente ensiná-lo a reproduzir costumes e informações?

Antes do Benjamin, tivemos Laura, que estava gestando Maitê, morando na Casa em SP em 2011. Maitê ao nascer, foi morar na Casa FdE Nordeste (Fortaleza|CE) e durante a sua gestação, conhecemos Ana Thomas. Ana trouxe a pauta da desescolarização – precisamos tirar a escola de dentro da gente, os medos e mágoas que ela nos coloca e compor a nossa realidade.

Na escola, temos um método de ensino que visa fazer a criança aprender determinado assunto, não respeitando o ritmo dela nem a deixando ser protagonista no seu aprendizado. Coloca crianças de uma mesma idade numa série sem se preocupar com o ritmo de desenvolvimento de cada um, partindo do pressuposto que todas as crianças da mesma idade tem o mesmo preparo emocional para lidar com determinadas questões e ainda as testa para garantir que aprenderam, num sistema de avaliação que não comprova de fato que aquilo foi aprendido – bem sabemos que basta estudar de véspera, decorar o assunto e “tirar nota” na prova. Não permite a criança absorver o que está ao seu redor de modo que faça com que ela entenda de fato e nem que ela protagonize seu aprendizado, trazendo os assuntos de seu interesse  – a escola tem uma grade curricular que acredita que crianças de 6 anos devem aprender português e não mágica, se isso for algo que estimula e desperta os sentidos dela.

Isso torna a escola desgastante, num ritmo de aulas diferentes encavaladas e curtas, onde o professor lida com muitas crianças mais do que consegue atender, deixando-o nervoso, impaciente, reproduzindo conteúdo porque precisa entregar para o diretor seu plano de aula dadas completo e atualizado.

Precisamos nos desescolarizar, mas não para jogar fora o que encontrarmos, mas para entender o que essas mágoas e medos nos causam, para que possamos lutar pela melhoria na escola, no ensino. Para que a escola se torne interessante, onde o aluno queira ir aprender, e não porque é obrigado. Entendemos o quão importante é a educação para mudar a sociedade, e por isso, pautamos a educação que queremos, estudamos metodologias que possam ser replicadas e aplicadas em escolas tradicionais. Porque não é deixar o aluno mais tempo na escola, mas qualificar o tempo que ele passa na escola, para que ele se torne um protagonista e não um reprodutor de conceitos decorados.

Além disso, não é só na escola dita tradicional que alguns estímulos são podados em detrimento do que se deve ser ensinado à criança. Tomemos de exemplo um caso ocorrido com Camilo*. Ele estuda numa escola Waldorf, e durante uma atividade, o tutor relatou a mãe que, ao invés de se juntar as crianças para desenhar, Camilo preferia recolher gravetos no jardim. Essa postura foi tomada como inadequada pelo tutor e relatada a mãe como se fosse subversiva. Mas, porque ao invés de achar que a criança está fazendo algo errado, apenas porque ela não está fazendo igual as outras, ele não aproveitou a deixa do garoto e pensou – como posso aproveitar isso que ele está fazendo? Será que podemos usar conhecimentos básicos de matemática, contando os gravetos? Ou introduzir botânica, pesquisando as árvores das quais esses gravetos cairam? É dessa desescolarização que falamos, da que acha que o ensino é só o que está na caixinha e não compreende que precisamos dar ouvidos as vontades da criança, porque assim ela se sente protagonizando sua formação.

Com Benjamin, temos a possibilidade de ver isso mais de perto. Desde o seu nascimento, fomos percebendo o que ele gosta e o que não, o que o estimula e o que não. Fomos sentindo pelo ambiente – em determinados lugares da Casa ele ficava mais incomodado. Isso fez com que tivéssemos que nos adaptar e adaptar nossos espaços – salas mais iluminadas, ventiladas, sem cheiros fortes, sem barulho. Também foi possível perceber que, apesar de barulhos incomodarem, a música ajudava em determinados momentos, e servia de estímulo também. Benjamin tem 8 meses e “fala” bastante desde os 6.

Quando já tinha 4 meses, não ficava no carrinho, não gostava, chorava muito. Resolvemos montar um espaço acolchoado no chão para que ele ficasse deitado. E em uma semana sendo colocado deitado num edredon no chão, ele começou a rolar e ficar de bruços. E, em tese, isso deveria acontecer com 5 meses apenas. Aos 6, ele já começou a caminhar se segurando na mão das pessoas e com 8 meses, já fica em pé sozinho e anda se apoiando, além de engatinhar. Tudo o que fizemos foi apenas estimular e deixar ele guiar o que gostaria de fazer. Atentos para coisas que oferecem risco mas nunca boicotando suas vontades.

 

Tapete de EVA e brinquedos para criar um ambiente tranquilo e estimulante para a criança

 

E dessa forma que pensamos em como trabalhar a educação das crianças na rede. Entendemos também que  as experiências que eles tem na casa e fora dela servem de aprendizado, e por isso, precisamos circular com as crianças pelos coletivos e festivais, para que elas se conectem a outras pessoas e experiências também.

O grupo da Gurizada se reúne periodicamente para pensar essas circulações, ocupações, propostas, deixando de forma mais clara e acessível como podemos incluir as crianças nas ações. E é em cima desses encontros e das vivencias das crianças que as ações vão se delineando. Temos discutido como formar um campus referência, onde as crianças se encontrem de quando em vez, onde outras crianças tragam experiências e também um corpo docente para esse campus. O local seria uma casa em Nova Friburgo (RJ), a Casa Pomar, onde moram duas famílias com 3 crianças: Laura e Gabriel, com Maitê  (2a) e Fernanda e Felipe, com Tito (4a) e Maya (10m). A ideia é ter atividades para crianças, e com isso, conseguir também inserir a vizinhança do local. O espaço, por ser grande, oferece a possibilidade de horta, onde podemos também trabalhar com as crianças a alimentação saudável, o cuidado com a terra, enfim, várias possibilidades de abordagem. Dentro do grupo temos mães, educadores, membros de coletivos sem filhos mas interessados no debate sobre a educação, que contribuem com pesquisas, artigos, trazem a pauta a educação que queremos. Além disso, temos mapeadas quantas crianças, de onde são, idades, para que possamos pensar o programa anual para desenvolver as ações.

Por estarmos conectados com uma grande rede, que oferece diversas plataformas, conseguimos pensar a formação também em campi temporários – temos festivais de música, cinema, teatro, em todas as regiões do pais, que podem ser preenchidos com programação voltada para crianças. E também para pensar nos pais – podemos inserir um debate sobre desescolarização, sobre educação ativa, entre outros temas, aproveitando a circulação deles também. Isso os incentiva a estar mais presentes em outros campi com os filhos, pois entendem que ali são ambientes de formação e de distenção também, sem se sobrepor mas sim, se complementando. E isso se encaixa dentro da proposta da UniFdE, com os percursos e vivencias, onde uma criança pode passar por mais de um festival, experimentando diferentes temas inerentes ao conhecimento básico – ao assisitir um show, ela pode aprender história ao pesquisar quem inventou e quando surgiu a guitarra, física ao pesquisar sobre o som que ela emite, calculo simples, calculando o tempo total de festival sabendo o tempo de show que cada banda tem… pode se pensar muitos links e pontos de partida.

Recentemente realizamos na Casa Pomar a primeira imersão da Gurizada. Reunimos as crianças – Benjamin, Maya, Tito, Maitê, Camilo (8a), Bebel (Gabriela, 6a), pais e outras 3 pessoas participantes do grupo de estudos que viemos desenvolvendo para que eles se conhecessem e para que nós pudéssemos discutir presencialmente um pouco mais o que já estamos fazendo pela internet. Em 4 dias, brincadeiras, passeios, jogos, cozinha compartilhada, filmes educativos e bate papos fizeram com que percebessemos a necessidade de um campus referência (dai a ideia da Casa Pomar se fixar como esse campus), um corpo docente que possa propor atividades e também pautar mais imersões e conversas, e avanços nos estudos que vinhamos fazendo.

Flyer da 1º Imersão da Gurizada, em julho de 2013

 

O laboratório que estamos vivendo com a Gurizada vem sendo levado na toada que eles determinam, e é muito interessante acompanhar seus processos. O tempo com eles é um pouco mais lento, precisamos nos adaptar e responder aos estímulos das crianças, sendo pacientes e colaborando com o processo. Compartilhando o amor que esperamos ao mundo. Como tudo é curioso e desafiador, os espaços da casa e a forma de vida compartilhado nesta, são potenciais estimulantes da criança. Assim, com uma formação livre e tutores diversos, a criança tem a possibilidade de vivenciar diferentes áreas de conhecimento e desenvolver suas culturas. Cria-se também uma rede de cuidadores, onde os pais biológicos são os cuidadores principais – mãe que amamenta, pai para onde a criança quando se sente insegura volta, buscando referência – e essa rede se estabelece quando, organicamente, cria um cronograma que é moldado pelo ritmo e rotina da criança. Banhos, comida, troca de fralda, hora de fazer alguma atividade específica, são sempre feitos revezando entre os pais e os outros moradores da Casa.

O ambiente cognitivo construído numa Casa Fora do Eixo, permite alto grau de interação com os estímulos. Espaços sustentáveis onde a criança se sente livre e protegida, ao mesmo tempo. Assim, aprendem vivenciando espaços compartilhados com pessoas em circulação cultural e também nos espaços externos que acessa. Os moradores das casas, e também seus hóspedes e viventes, participam da formação da criança, interagindo com as propostas feitas por elas, sempre criativas, as vezes audaciosas.

E existem muitas formas de pensar esses ambientes sem ser via circulação das criança e pais. Temos uma gama de grupos de discussão em redes sociais que promovem encontros locais, quem estão pensando também em como manter uma base de trabalhos e de discussão ativas nas cidades, além de pela internet dando suporte diário as mães e pais. Além do mais, cabe a nós como principais tutores das crianças enxergarmos os campos e espaços onde podemos inserir tais ideias. Tendo em mente o que fazer e um plano de viabilidade, é possível oferecer para um festival um cardápio de ações. Isso foi pauta da imersão da Gurizada – como podemos fazer essa ocupação e sistematizá-la de forma que outras pessoas possam aplicá-la em suas regiões também. Estamos estudando a melhor maneira de unir essas informações e apresentar um formato.

Homeschooling e Unschooling

Dentro do processo de busca de uma metodologia de formação, nos interessa muito estudar o Homeschooling e Unschooling, e temos nos encontrado em Grupo de Estudo online, e em contato com especialistas no assunto, como Ana Thomas.

 Unschooling é o processo de aprender através da vida, sem classes ou trabalhos escolares formais ou institucionalizados (http://vagalumis.eco.br/wiki/unschooling), permitindo que a criança aprenda através de jogos, brincadeiras, tarefas de casa, viagens, passeios, entendendo que tudo o que ela vive é aprendizado e deve ser aproveitado. Com o passar do tempo, a criança vai se acostumando a criar sua rotina de estudo e passa a ter noção da responsabilidade acerca desse processo, inserindo temas que gostaria de estudar, atividades que quer fazer, montando sua dinâmica do dia a dia. Os pais estão sempre no suporte, auxiliando nas ações propostas, mas nunca impondo alguma ação, mantendo o ambiente rico para o aproveitamento da criança. Isso inclui mesmo cursos, se a criança decidir que quer aprender mais sobre determinado tema depois de já ter pesquisado sobre ele.

O Homeschooling é usar a mesma metodologia empregada na escola – grade curricular baseada em séries ou idades, aulas de determinados temas por determinado tempo, avaliações periódicas – mas em casa. A criança tem um professor ou os pais mesmo são professores.

Uma questão sempre levantada com relação ao ensino fora da escola é a socialização. Acredito que não haja problema de socialização dessas crianças, porque além de viverem em um ambiente de ampla circulação de pessoas, das mais diversas idades, ele também pode ir ao encontro de crianças da idade dele. Existem opções de passeios a serem dados com a criança onde ela pode encontrar outras da sua idade, como em parques por exemplo, para que ela possa brincar e interagir.

Ambos não são ilegais mas também não são legais, do ponto de vista jurídico. Não há regulamentação para pais que queiram educar seus filhos em casa – O Estatuto da Criança e do Adolescente diz que é dever da família garantir o direito da criança e adolescente à educação (art. 4º) e que aos pais incumbe o dever de educação dos filhos menores (art. 22), mas não diz claramente que esse ensino deve ser numa instituição de ensino, e não com um tutor em casa, por exemplo. E também não diz que é possível criar um plano de estudo para a criança em casa. Deixa brecha pra interpretações. Em todo caso, o pai pode ser acusado de abandono intelectual de incapaz, caso haja denúncia ao Ministério Público e o Conselho Tutelar intime os pais a matricularem a criança numa escola em determinado período de tempo*.

Cabe aos pais provarem que não é abandono intelectual e ao juiz se as crianças podem ou não deixar de ir a escola. Aqui há de se pensar que, em caso de aprovação de uma lei que determine uma grade curricular a ser cumprida para que se permita que os filhos estudem em casa, perde-se o princípio da autoformação se dando de forma espontânea – tira-se a criança da escola mas reproduz em casa o que acontece na escola.

Estudos de caso/experiência

Temos dentro da rede outros exemplos de gestão e formação livre, que também servem de base para o que estamos buscando vivenciar.

  • Gestão moleque – Jovens do CECAC – Serrana/SP

“O CECAC (Centro de Cultura e Ativismo Caipira), surgiu em 2005, quando um grupo de amigos que desde 1996, movimentavam o cenário da música autoral na cidade, decidiram ocupar um terreno onde funcionou uma escola infantil, conhecida na cidade como “parquinho”. Esse espaço esteve abandonado por anos e sua estrutura foi depredada, tudo o que sobrou foram escombros em meio a um grande terreno com muito mato e árvores. A ideia da ocupação já sugeria que o lugar fosse transformado em um espaço propício para a fruição de atividades culturais construídas de forma colaborativa, onde toda a população poderia participar dando alguma utilidade ao espaço até então abandonado. Por ter sido ocupado por jovens integrantes de bandas independentes e que desenvolviam eventos de música autoral na cidade, a maioria das pessoas que queria fazer parte desse espaço eram adolescentes que também queriam ter uma banda ou contribuir para a realização dos eventos gerando diversos intercâmbios com artistas e produtores culturais de todo o Brasil e até mesmo de outros países. Atualmente fazem parte do CECAC, crianças e adolescentes, a partir dos 6 anos de idade, que participam do CLIMES (Curso Livre de Música Evandro Silva), que é um dos projetos de formação livre do CECAC, onde crianças, jovens e adultos aprendem a tocar instrumentos musicais com quem se dispõe a ensinar o que sabe. A partir do interesse, os adolescentes são provocados a participar da gestão do CECAC ou da construção de atividades, eventos e outros projetos desde a idealização, através do desenvolvimento da inteligência coletiva, até a participação prática, onde a ideia se transforma em ação. Todos os processos são construídos colaborativamente, fazendo do CECAC um tipo de “escola livre”, onde a curiosidade leva ao protagonismo e o protagonismo leva ao conhecimento.”

Paulo Florentino, gestor do CECAC, de Serrana | SP

  • Casa Fora do Eixo Juiz de Fora – MG

“Desde a construção da Casa Fora do Eixo Juiz de Fora, tínhamos em mente a formação da pequena Gabriela, na época, com 5 anos. Os moradores da casa já tinham em mente a ideia do convívio e construção do conhecimento junto a uma criança. Para Gabriela, a ideia de construir uma casa coletiva foi muito bem-vinda, e ela sente estímulos de interação com todo o funcionamento da casa, colaborando também na sustentabilidade e organização da mesma. Teve um dia em que ela chegou pautando que precisaríamos de uma reunião, então convocou os outros moradores e pautou o Quarto Gurizada, um espaço para os brinquedos e livros infantis, ela já tinha tudo em mente, e foi fácil convencer os outros moradores da casa, assim, colocamos prateleiras no quarto e organizamos o espaço para a demanda que ela sugeriu. Outro ponto legal, foi quando estava chegando próximo a seu primeiro aniversário na casa, e ela sugeriu uma festa: A Festa da Natureza! E mais uma vez a demanda foi atendida. A casa virou um lindo jardim florido com a Gurizada. O lugar (beco) onde se encontra a casa é cheio de crianças, e estas frequentam o espaço e estão, cada vez mais, inseridas nas atividades de formação e também na colaboração para a manutenção do espaço. Os moradores e viventes colaboram em sua formação, propondo atividades e também fazendo parte das atividades levantadas pela “Gurizada do Beco”.”

Mariana Rebelato, Nana, mãe da Gabriela e gestora da Casa Fora do Eixo Juiz de Fora | MG

Sendo assim, temos buscado ampliar os estudos sobre o tema, a partir dos laboratórios citados, entendendo que dentro do processo que vivemos o fluxo é constante e mutável, e pode propiciar uma experiência extremamente interessante, além de proveitosa, coletiva, compartilhada e mais humana.


Notas de rodapé:

*1:  número levantado pelo grupo de estudos da Gurizada, onde os pais deram as informações.

*2: episódio contado por Mari Pedrozo, a mãe do Camilo, durante a imersão da Gurizada

*3: informações coletadas pela advogada especialista em Direitos Humanos, Sabrina Waideman

 


 

Referências

A desescolarização da sociedade: Ivan Illich e a “sociedade sem escolas”

http://home.dpe.uevora.pt/~casimiro/cppc-semana8.pdf

Mãe brasileira ganha direito de educar os filhos em casa na Nova Zelândia

http://m.g1.globo.com/dia-das-maes/2013/noticia/2013/05/do-outro-lado-do-mundo-brasileira-e-autorizada-educar-os-filhos-em-casa.html

Aprender sem escola

http://aprendersemescola.blogspot.com.br/p/unschooling.html

Grupo de Estudo – Desescolarização

https://www.youtube.com/watch?v=wBeYy5XfCBM&feature=g-user-u

Grupo de Estudo – Montessori e ambientes cognitivos

http://www.youtube.com/watch?v=jnN8cWYEnks&list=UUSKhsetS6dFgkX6cVnWsoZQ&index=1

Isaac Asimov prevendo o impacto da internet

http://www.youtube.com/watch?v=CI5NKP1y6Ng

RSA Animate – Mudando os paradigmas da Educação

http://www.youtube.com/watch?v=zDZFcDGpL4U

Educação Proibida (legendado em português)

http://www.youtube.com/watch?v=n9KeDTMEYSE

Ivan Illich – Sociedade sem escolas

http://www.youtube.com/watch?v=L4da3qZhegU

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